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José da Xã

Escrever mesmo que a mão me doa.

José da Xã

Escrever mesmo que a mão me doa.

Vinte e um!

Cerram-se com vigor os punhos.

Gritam-se alarvemente alegrias,

Sonham-se luminosos Junhos

Repletos de luz e energias.

 

Saiba eu quem somente acredite,

O que tantos outros desejam

Há quem ainda muito medite,

No que os crédulos ensejam.

 

Saiu um ano, entrou um ano,

todavia a dor ainda aqui fica

Sem sequer saber qual o dano

Nem o que aquele significa.

 

Foram dias, semanas, meses,

Abraços e carinhos proibidos

Foram tantas, tantas as vezes,

Que perdemos nossos sentidos.

 

Que possa finalmente eu dar

Aquele abraço sincero, quente

E em vez de um vazio, um mar

De mãos abertas a toda a gente!

 

A esperança mora aqui!

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