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José da Xã

Escrever mesmo que a mão me doa.

José da Xã

Escrever mesmo que a mão me doa.

Uma fruta mordida – XX

Resposta ao desafio da Ana

Ângela começou a desconfiar de que Alcides a evitava a todo o custo. Fosse por ter estado ligado à empresa onde agora trabalhava ou fosse por serem velhos conhecidos a verdade é que a gestora sentia que o seu coração necessitava de ver aquele homem de quem nunca se esquecera.

Retirou ao presente 15 anos para se colocar naquela aldeia onde conhecera um jovem tímido, com um sorriso enigmático, mas muito inteligente.

Porém na altura não o sabia já que tudo era alegria, festas e animação e  resto passava quase ao largo, a não ser umas trocas de ideias sobre livros lidos.

Esboçou um sorriso quando se lembrou daquela tarde em que ambos haviam desaparecido da companhia dos demais para apanharem umas peras esplêndidas, como diria Alcides. Porém a maioria dos frutos estava muito alta. Daí o jovem ágil e habituado àqueles desafios subiu ao cimo da pereira e apanhou apenas duas ou três peras que trouxe com cuidado para baixo.

Pegou numa passou-a pela manga do casaco de forma a limpá-la e finalmente ofereceu-a a Ângela. Lembrava-se tão bem dessa tarde. Deu uma dentada na pera e depois ofereceu-a a Alcides que recusou: Porém ela não desistiu e disse-lhe:

- Se deres uma dentada desse lado ficamos amigos para sempre.

Por fim ele mordeu a pera.

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