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José da Xã

Escrever mesmo que a mão me doa.

José da Xã

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Um sopro de esperança – XXI

Resposta ao desafio da Ana

A visita ao lar onde estava a D. Amélia foi estranhamente rápida. A senhora idosa perdera toda a noção do local e das pessoas e até mesmo de coisas táo simples como uma colher. Não conheceu o filho e preferiu ver uns livros de crianças aos afectos do filho.

Assim Alcides saiu triste do lar e pensou em ligar a Ângela. Mas seria que ela agora o receberia?

Na verdade o engenheiro temia um encontro com a gestora. As memórias de uma juventude nem sempre são de fiar e a realidade actual poder-se-á ter alterado com o decorrer dos anos. Mas era tudo uma grande incógnita.

Decidido ligou para Ângela. Esperou pouco:

- Boa tarde Alcides! Então como está a tua mãe?

- Desculpa ligar-te agora mas a visita ao lar foi rápida já que a minha mãe está cada vez pior da senilidade. Nem me conhece…

- Lamento muito!

- Que me dizes a encontrarmo-nos ainda hoje? Acho que estou em falta para contigo!

Um silêncio sobreveio para finalmente sentir uma espécie de sopro no telefone. Parecia um mero sopro de alívio, mas poderia ser também um sopro de esperança.

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