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José da Xã

Escrever mesmo que a mão me doa.

José da Xã

Escrever mesmo que a mão me doa.

Um medo forte – XV

Resposta ao desafio da Ana

Aprendera desde novo a viver com as adversidades que a vida lhe propunha. Como também percebera que teria de lutar mais que os outros para chegar mais acima.

Quando chegou ao seu pequeno apartamento numa zona suburbana ficou a pensar na precipitação de acontecimentos desse dia. Uma amálgama de sensações, emoções, memórias e no fim um receio terrível!

Sabia que o seu coração, havia muito, que tinha dona. Mas assumi-lo não era coisa que ele dissesse a alguém. Depois esperava encontrar alguém que a fizesse olvidar. Bem que tentou, mas nenhuma delas era… Ângela. Para naquele dia a ver ali bem perto de si, com aquela beleza que sempre a caracterizara.

- Caneco o mundo é tão pequeno… - disse para consigo já sentado no seu sofá.

O problema maior surgia agora, pois teria de escolher entre ser professor numa faculdade ou quase investigador sénior numa empresa de renome… com as naturais boas alternativas financeiras. A responsabilidade seria muito grande e daí sentir um medo tão forte que quase lhe tolhia a fala.

Depois deitou-se no sofá cruzou as mãos por detrás da cabeça e ficou a mirar o tecto branco e a recordar aqueles dois beijos que tivera a coragem de pespegar em Ângela!

Acabou por adormecer e tal como na bonita canção de Carlos Paião sonhou com ela!

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