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José da Xã

Escrever mesmo que a mão me doa.

José da Xã

Escrever mesmo que a mão me doa.

Um beijo de amor - XXIX

Resposta ao desafio da Ana

Saíram de mãos dadas do pequeno café.

- Onde tens o teu carro? – perguntou Alcides.

- No parque subterrâneo ali ao fundo…

- Curiosamente onde está o meu.

Seguiram então bem juntos como quisessem recuperar todo o tempo que haviam estado afastados.

Desceram as escadas para o parque.

- O meu carro está no menos um… - avançou Ângela.

- Estou mais abaixo… Prefiro não assumir o risco de ter o carro amachucado… - disse em tom de brincadeira.

Por fim pararam no primeiro patamar. Ângela olhou Alcides e nem sabia o que dizer e acima de tudo o que fazer. Então aproximou-se do namorado e encostou os seus lábios aos dele. Ele aceitou o ósculo.

Foram segundos breves, mas que para ambos pareceram horas, dias, anos… uma eternidade.

Depois… bom depois foi uma série de outros beijos quentes, húmidos, apaixonados.

No entanto aquele primeiro beijo fora o lacre e o sinete com que selaram o futuro de ambos.

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