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José da Xã

Escrever mesmo que a mão me doa.

José da Xã

Escrever mesmo que a mão me doa.

Um animal de estimação – XIII

Resposta ao desafio da Ana

A porta da sala de reunião abriu-se para dar passagem à responsável máxima. Ao redor da mesa estavam já três administradores, a directora dos Recursos Humanos e Alcides como engenheiro a quem haviam lançado um desafio. Entrou e todos se levantaram.

- Bom dia, desculpem-me o atraso.

Quando Alcides olhou de frente para a Administradora o seu coração quase explodiu. Se fosse um animal de estimação iria a correr para a dona de língua de fora e com o rabo a dar a dar.

Assim manteve-se em silêncio de pé a aguardar que ela olhasse bem para ele. Ângela deu a volta à mesa de reuniões e quando deu de caras com Alcides é que percebeu.

Nem Alcides nem ela sabiam o que dizer… Um silêncio entre ambos que não passou despercebido aos restantes, tornou-se quase pesado. Coube ao engenheiro quebrar o gelo de uma forma invulgar. Aproximou-se da jovem e dados dois beijos acrescentou com um sorriso:

- Há muitos anos que não te via Ângela.

A responsável desarmada por aquele gesto próximo de Alcides, devolveu:

- Os anos foram-te benéficos.