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José da Xã

Escrever mesmo que a mão me doa.

José da Xã

Escrever mesmo que a mão me doa.

Desgarrada de Carnaval!

Vamos brincar Carnaval

Lançam os foliões.

Que ninguém leva a mal

Nem ricos nem pobretões.

 

Prefiro estar longe

Da malta brincalhona.

Antes eremita ou monge,

Que ouvir uma sanfona.

 

Não ouso negar não

As máscaras dif’rentes.

As de Veneza então

São belas, valentes.

 

Fica assim lançado

Mais este desafio

Nem cantiga nem fado

Talvez um assobio.

 

Nota:

quem quiser participar pode fazê-lo com uma ou mais quadras através de um comentário neste blogue, através do seu próprio blogue (se o tiver) com referência a este desafio ou enviar mail para josedaxa@sapo.pt. Tanto nos comentários como por mail ou nos blogues eu acabarei por juntar aqui a(s) quadra(s). Assim ficará mais visível. Vamos lá então escrever!

 

Respostas:

Beatriz Costa

O José desafia e o pessoal não quer falhar
Ele é um craque com as palavras, mas eu também vou tentar
De palhaços está o mundo cheio, dizem as bocas das gentes
Eu cá acho que o mundo está cheio de charlatões que não sabem estar contentes

A minha resposta

Desafiar não dói

Quem o diz, muito sabe.

Não quero ser herói

Rir antes que desabe.

Uma dúzia...

Faz hoje precisamente 12 anos que abri este espaço apenas com a ideia de desviar para aqui os textos que não tinham, a meu ver, cabimento neste meu blogue.

Actualmente é uma espécie de armazém de escrita intimista e a com qual tento dar mais um passo no caminho da excelência!

Entretanto este ano ousei desbravar caminhos diferentes em termos poéticos. Escrevi imensas quadras em diferentes desgarradas (pena que mais gente não tenha entrado na brincadeira) e mal versejei diversos sonetos.

Inventei uma família atípica e meio desconfigurada para corresponder a um desafio lançado por uma esta bloguer amiga ao mesmo tempo que respondia a outros desafios que em breve verão a luz do dia em forma de livro.

Ao todo foram publicados, neste último ano, somente 67 postais, portanto... coisa pouca...

Em jeito de remate final cabe-me agradecer a todos quantos aqui vieram ler e comentar. A escrita só tem mesmo verdadeiro valor se for lida. Nem que seja apenas por uma só pessoa.

Fiquem bem e a gente lê-se por aí!

Bom dia alegria

Dedicado ao Padre J. um amigo de caminhos e de vida no dia do seu aniversário

Alegria pela vida que temos
Pelo sol que vimos nascer.
Alegria pelo que somos
E pelo querer sempre viver.

Alegria pelas flores,
Também pelas incertezas.
Alegria pelas dores
Sinal das nossas tristezas.

Alegria por este Deus
Que nos convida a sermos
Mais que aos meus e teus
A todos... nós amarmos.

Alegria pelo caminho
Que já fiz contigo.
Alegria pelo carinho
De seres real Cristo amigo.

Quadras biográficas! #1

Nasci nu disseram-me

Em terras de Lisboa

Depois vestiram-me

Umas vestes à toa.

 

Filho único nasci

E assim fiquei eu.

Jamais mano eu vi

Nem com o mito Morfeu.

 

Aos seis anos era

Caixa de óculos, sim!

Uma alcunha bera

Que eu sentia em mim.

 

Longe de aluno bom

Triste noite e dia.

Acordei assim ao som

Da alma que sofria.

 

Mudei o meu vil rumo

Para pobre poeta.

Palavras sem aprumo

De coração pateta.

 

Foi nas letras que senti

O pulsar de mim mesmo

Escrevi e escrevi

Minhas dores a esmo.

Desabafo!

Porque quero escrever

Se mais não sei qu'isto?

Alinhar palavras e ver

Se vale a pena o misto.

 

Não serei nunca poeta

Pois nem sei chorar

Escrevo à dor pateta

Esta raiva de corar.

 

Desembainho motes

Que me dão alento

Ao ver nas frias fontes

O rosto do momento.

 

Que esperarás ó tu

Deste trágico viver

Que seja um gabiru

Até ao dia de morrer.

Nocturno

Gosto da doce

lentidão.

Como a noite desce

sobre este pobre

coração.

 

Tal qual a contínua

marca.

Que me indica

lentamente a

arca.

 

Sinto que a dor

perdida.

Doí muito mais

que aquela apenas,

sofrida.

 

Olho o horizonte

belo.

Será que o futuro

é apenas um

novelo?

Viagem

Há tristes dias assim

De vida santificada

Um simples crescer em mim

De uma vida dedicada.

 

Mas neste redor há paz

Candura, luz, alegria.

Hoje sou muito capaz

De viver este meu dia!

 

Vi belezas tantas, loucas

Únicas no coração

Guarda-las-ei como poucas

Cabem todas numa mão.

 

Vejo alegre azáfama

De quem deu o que me deu.

Sem prémio, glória, fama

De e a nada se escondeu.

 

Parto breve, de regresso

O coração aqui fica.

Não quero fugaz sucesso,

Apenas ter a alma rica.