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José da Xã

Escrever mesmo que a mão me doa.

José da Xã

Escrever mesmo que a mão me doa.

Resposta ao desafio...

... da Ana

Chuva

 

Sinto nas mãos as lágrimas mansas

Caídas de um céu cinzento.

São cristais de vida, recompensas

Que doravante eu acalento.

 

Sinto na face as lágrimas frias

Tombadas de um negro sentido

Relembro longas noites e dias

De um amor quente e unido.

 

Sinto na roupa as lágrimas pesadas

Repletas de força, poder e estreiteza.

Vivo de ideias, de sonhos e estradas

Todas alinhadas na minha tristeza.

 

Ai lágrimas, lágrimas do céu!

Por que te chamaram de chuva?

Se não és mais que um véu…

E da minha amargura uma luva!

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