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José da Xã

Escrever mesmo que a mão me doa.

José da Xã

Escrever mesmo que a mão me doa.

Prosa-poema para um qualquer Janeiro!

Oiço-te da sala a rabujar após um sono de passarinho.

Não choras, não gritas apenas pedes que te tirem do berço.

Abro a janela e vejo-te erguida de léxico incompreensível.

Sorris e estendes-me os braços: socorro! Pareces tu dizer.

 

Elevo-te no ar qual pena e ofereces-me um abraço terno,

Como só tu sabes brindar, como só tu sabes desejar.

Aprendo contigo a amar devagar como o pôr-do-sol,

No horizonte de mar anilado. Sinto-me pequeno, frágil.

 

Rebolas alegre no chão e eu rebolo contigo. Brincamos.

Gatinhas entre bonecos e bolas, tapetes e sapatos teus.

A alegria desse teu olhar, o doirado do teu cabelo fino

Fazem-se sentir vivo. Tu és agora o Sol dos meus dias.

 

E a Lua brilhante de Janeiro!

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