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José da Xã

Escrever mesmo que a mão me doa.

José da Xã

Escrever mesmo que a mão me doa.

Poema de saudade

(Porque a Marta Elle nunca desapareceu!)

 

Não sei se me lembrei

ou se nunca te esqueci!

Sei apenas que não moras

entre nós há muito.

 

Rimos muito,

Escrevemos alguma coisa.

Trocámos palavras,

Porque te sabia presente.

 

Hoje és uma memória,

Recordação que se evadiu

Do meu coração

Para me fazer lembrar de ti

 

Poema pobre, este, sem rima

De quem se diz ser poeta.

Pobre escriba que sou

De coração cheio de saudades.

 

Tuas!

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