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José da Xã

Escrever mesmo que a mão me doa.

José da Xã

Escrever mesmo que a mão me doa.

O meu amigo mar!

Sentado na areia húmida deixo que a água fria do mar me vá docemente lambendo os pés descalços. Depois olho para aquela imensidão anilada e fico a pensar como poderia ter sido feliz se tivesse sido marinheiro.
Cruzar oceanos, sentir o sal na cara, adormecer a olhar as estrelas e acordar com o sol alaranjado por entre dois azuis....
Gostaria também de poder mergulhar no mar profundo em busca daquele silêncio que só aquele sabe oferecer.
De súbito uma onda veio mais forte e abraçou-me deixando-me encharcado.
Sorri.
Repito para mim mesmo que adoro este azul marinho. Comparado com este só aquele anil açoriano em contraste com o negro das pedras.

O mar o meu amigo para sempre desconhecido!

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