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José da Xã

Escrever mesmo que a mão me doa.

José da Xã

Escrever mesmo que a mão me doa.

Despedida!

Corro as longas cortinas

Sobre este belo destino.

Cerro as janelas finas

Vivo longo desatino.

 

Mais de cinco centenas

De textos publicados.

Alguns ingénuos apenas

Mas sempre acarinhados.

 

Para outros trilhos parto

Não em busca da luz do Sol.

Aqui e agora reparto

Um gesto, um mero girassol.

 

Uma dúzia de bons anos

Tantos e tantos perdidos.

Saio sem remorsos, danos

Só agradeço aos sentidos.

 

Remato finalmente

Com a feliz sensação

Escrever é ser doente

De vida e de paixão.

 

Passei a estar aqui:

https://josedaxa.blogspot.com/

Obrigado a TODOS, TODOS, TODOS!

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