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José da Xã

Escrever mesmo que a mão me doa.

José da Xã

Escrever mesmo que a mão me doa.

Contos tontos! - 5

- Lembras-te quando namorámos as tardes tão saborosas que passámos?

Ele olhava para o portátil e parecendo distante disse:

- Isso foi há tanto tempo. Ainda te lembras?

- Se me lembro... Tenho tantas saudades desses dias... bons!

Ele recostou-se no grande cadeirão e erguendo os olhos do computador, perguntou:

- Gostarias de repetir?

Os olhos dela incharam-se de alegria e devolveu:

- Claro que sim... E tu não?

- Eu também. Mas para isso tens de largar os comprimidos que te estão a definhar.

Ela baixou os olhos repentinamente e iniciou uma torrente de lágrimas.

Ele não se enterneceu com o choro. Era sempre assim!

Quando parou, recomeçou como se nada tivesse passado.

- Lembras-te quando casámos as nossas noites de leituras...?

Ele olhou-a com rispidez e respondeu, seco:

- Lamento, mas já não me lembro!

 

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