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José da Xã

Escrever mesmo que a mão me doa.

José da Xã

Escrever mesmo que a mão me doa.

Carta a um qualquer Pai-Natal!

Em resposta à Isabel!

 

Olá Pai-Natal,

 

Eu sou a O. e pedi que me ajudassem a escrever, pela primeira vez, esta carta. Dizem que tentas satisfazer os desejos daqueles que acreditam em ti… Mas sabes eu não sei quem tu és… nunca te vi já que só tenho dois anos. Será que também tenho direito a prendas?

Pai-Natal dizem que és velhote, que tens barba branca comprida tal e qual o meu avô e que andas de trenó puxado por duas renas. Mas ainda não sei o que é tudo isso… Talvez para o ano.

Mas pronto vou dizer o que não quero para este Natal:

- não quero brinquedos, tenho muitos;

- não quero livros pois ainda não sei ler.

Só quero:

- que me deixes viver para sempre com a minha cadela;

- que me deixes brincar com o pateta do meu avô;

- que me deixes sempre rir;

- que me tornes numa menina feliz.

Não sei se é pedir muito ou pouco, mas é só isto que gostaria de ter neste Natal. Pode ser?

Um dia quando for grande quero conhecer-te e falar contigo! Combinado?

Faz boa viagem de onde vieres.

O.

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