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José da Xã

Escrever mesmo que a mão me doa.

José da Xã

Escrever mesmo que a mão me doa.

Soneto III

Sonho-te dia e noite, noite e dia

Imagino-te aqui: vais repousando

Enquanto procuro ver ao que ia

Toda esta vida, assim, te procurando

 

Ser poeta nem foi uma heresia,

Pois canto a minha dor sempre escrevendo

Pensando eu que breve alcançaria,

Uma luz no firmamento brilhando.

 

Mas a simples vida bem me avisou

Que amar dor valente não é sofrer

Talvez sentir que a dor já me passou.

 

Hoje o sonho fugiu para se prender

Ao infinito célere que amou

A doce sensação de se perder