Soneto!
Nota prévia:
Nunca me passou pela cabeça algum dia escrever um soneto. Todavia sempre gostei desse género de poesia que Camões, Bocage e muitos outros poetas lusos dominaram com mestria. Mas enfim há sempre uma primeira vez para tudo. E assim aventurei-me a rabiscar umas palavras, criando um soneto. Não é perfeito, mas foi o primeiro! Entretanto um agradecimento devido à Maria João pelas (boas) dicas!
De que me serve sentir este amor
Um bicho que repeles e devoras.
Que sentido é este? Mero horror?
Um sentimento vivido a desoras?
Nas palavras há um doente fervor
De nos teus lábios ver rubras amoras
Amar-te para sempre num ardor,
Chorar penas apenas se me ignoras
Olhai bem para mim que quase morro
De tanto amar sem nada receber.
Ainda não entendo porque corro.
Talvez amor me deixes perceber
Que estrada será esta donde escorro
Para as trevas e enfim perecer.