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José da Xã

Escrever mesmo que a mão me doa.

José da Xã

Escrever mesmo que a mão me doa.

Balanceando!

Um dia amei o sol

E tornei-me uma flor.

Certa noite amei a Lua

E passei a ser só dor.

 

Certa vez desejei vencer

E comprei uma bravata.

Depois pensei desistir

E achei a ignomínia.

 

Pensei em rir feliz,

Mas morreu-me o tino.

Por fim quis chorar,

E riram-se de mim.

 

Hoje mais vale ser

Cinzento ou sem cor.

Manso que nem lago,

Serena brisa estival.