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José da Xã

Escrever mesmo que a mão me doa.

José da Xã

Escrever mesmo que a mão me doa.

Ternuras!

Olho-me ao espelho enquanto te tento adormecer.

Recuo tantos anos que já esqueci as tristezas de outrora.

Porque te tenho agora frágil, dependente. Sei reconhecer

Que te sinto no meu coração sem marcação de hora.

 

Acaricio-te os cabelos áinda tão ralos e tão finos

Tu aninhas-te no meu ombro e soltas sempre feliz,

Uma gargalhada que enche o peito. São os sinos

Estridentes de amor de alguém por uma petiz.

 

Quem me diria que amar tambem pode ser

Deixar amachucar a cara, os lábios, a face

Por umas mãos tão pequenas. Sei-me oferecer

Sem medo, nem temor a ela, sei que merece.

 

Sorrio agora do meu passado amargurado e triste

Pois jamais acreditei ou imaginei sonhar assim.

Feito de outras alegrias e entregas. Quem assiste

Ri-se com admiração pois vê como sou feliz enfim.