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José da Xã

Escrever mesmo que a mão me doa.

José da Xã

Escrever mesmo que a mão me doa.

O grande silêncio!

(A Ennio Morricone)

Era uma vez no Oeste

e uma música serena,

Que por um punhado de dólares

fizeste outra cantilena.

 

Foste bom, mau e vilão,

naquele final apoteótico.

E por mais alguns dólares

encontraste o tom melódico.

 

Foi tua a enorme missão

de dares ao cinema alma,

Serão para sempre intocáveis

as mãos repletas de calma.

 

Viveste no cinema paraíso

momentos aureos, roucos.

Agora o teu nome é ninguém

mas os teus tons loucos .

 

Aguenta-te grande Ennio

Neste teu novo caminho.

Porque nos dias do Paraíso

Viveras num remoinho!

 

De que serve agora agradecer?

Saudades

Sinto hoje a saudade

De um pequeno almoço sereno.

Do perfume do pão quente,

Do aroma de um café moreno.

 

Sinto hoje a saudade

De um abraço assim de repente,

Recheado de ternura e encanto,

E de um simples beijo quente.

 

Sinto hoje a saudade

Das minhas gargalhadas sonoras

Que sempre adorei alcançar

e dos almoços fora de horas.

 

Sinto hoje a saudade

De outros tempos passados.

Entre brincadeiras e alegrias,

E sonhos jamais desvendados.

 

Sinto hoje a saudade,

De ser eu… somente!