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José da Xã

Escrever mesmo que a mão me doa.



Quarta-feira, 01.07.15

Contos tontos! - 9

Foi desfiando folhas atrás de folhas. Cadernos e mais cadernos... Dezenas deles!

Lia alguns textos e perguntava-se como nunca dera por nada. Poesias, contos, pequenas crónicas do quotidiano. Tudo manuscrito naquela letra redonda e professoral.Páginas e páginas onde alguém desfiara as mágoas de uma vida.

Partira subitamente levando consigo esse segredo. Que nunca desvendou... Descoberto numa velha mala de viagem já em desuso, Óscar não conseguiu evitar as lágrimas.

Bateram à porta. Apressadamente limpou a face a um lenço e respondeu:

- Entre.

A porta abriu-se e surgiu uma menina de olhar triste. Aproximou-se devagar e perguntou:

- Que estás a fazer avô?

Quase sem perceber que a criança seria demasiado nova para escutar um desabafo disse:

- Porque será que a tua mãe me escondeu isto de mim? Ela escrevia tão bem...

Uma outra voz respondeu então pela neta:

- Porque tu nunca tiveste tempo para ti... Como querias ter tempo para os outros?

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por José da Xã às 21:04


2 comentários

De Cris a 02.07.2015 às 11:56

Pois, algo cada vez mais frequente neste mundo cada vez mais frenético.

De José da Xã a 02.07.2015 às 16:51

Isto era para ter outro final mas faltou-me... inspiração para mais.

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