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José da Xã

Escrever mesmo que a mão me doa.



Sábado, 15.12.12

Quase soneto

Quantas palavras escrevi sem sentido?

Que sonhos tive eu que se perderam?

As lágrimas salgadas de um vendido

São chamas lúgubres que se apagaram

 

Apetece-me roubar esta face ao mundo

Para que possa alimentá-la sozinho

Queria sim sentir toda a alma a fundo

A raiva, o desespero de um fim maninho

 

Hoje os meus passos são já diferentes

Daqueles que caminhei em tempos

São doentios, cobardes e abafados.

 

Dia após dia os meus gestos quentes,

Tornam-se tristes. Agora nos campos

Nascem árvores, flores ou cardos.

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por José da Xã às 21:48


2 comentários

De Fátima Soares a 16.12.2012 às 00:08

Uma nova (velha) faceta tua. Gosto muito da tua poesia. Beijinho. Bom Domingo.

De José da Xã a 16.12.2012 às 23:23

Uma poesia tão velho quase como o tempo.
Obrigado pelo comentário.
Boa semana

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