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José da Xã

Escrever mesmo que a mão me doa.



Quarta-feira, 26.09.12

Lágrimas de outono

(mui simbólica homenagem a Verniz Negro, pela paciência e sapiência)

 

Gosto destes dias de chuva que aplacam a ferocidade

De um sol demasiado tardio inundando um imenso verão.

 

Gosto de sentir a água fria como de fonte se tratasse

Jorrando do céu plúmbeo a vida em límpidas gotas.

 

Gosto do silvo sibilante do vento debaixo da fresta

Traz-me novas do outono feito de castanhas e vinho.

 

Gosto sim de me molhar e perceber no ar revolto

O perfume da terra molhada a pedir fria enxada

 

Gosto de ti simples, nua, como tu vida sabes ser.

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por José da Xã às 00:02


2 comentários

De Fátima Soares a 26.09.2012 às 00:51

Olha, sinceramente... Não sei que diga! Porque não mereço tudo isto, mas agradeço de coração e jamais esquecerei a tua amizade. Farei tudo para que ela nunca esmoreça de lado a lado. Tudo o que tenho feito, falado, escrito, pensando em conjunto contigo, é o meu normal " o meu "intuitivo" não faço nada demais, nem me transformo e tu sabes, nem tenho paciência em demasia... porque então tu também a tens para mim e muita!!! Sabes como tenho um feitizinho. Eu também sei, e acho imensa piada como vencemos estes antagonismos. Criámos laços bonitos de partilha sã e amizade verdadeira sem pedir nada um ao outro. Deixando ir ao sabor da corrente. E assim é simples ser amigo. É-se aquilo que somos sem esconder, ou querer suplantar o outro, porque não há isso só simpatia, compreensão, vontade de estar de acordo. Quando um se aborrece o outro entende. Todos temos dias e a nossa vida não é só isto. Tu já me ajudaste imenso, sabes que sim. Aconselhas como costumo fazer, quando achas que necessitas e assim somos UM EQUIVALENTE AO OUTRO. A sério Luís não sou mais sábia que tu. Não me considero! Nem melhor nem nada. Sou igual a ti e por isso te agradeço. Que me deixes ser e queiras que seja tua amiga. Ainda por cima nunca pensei que me fizesses isto de novo. Já me puseste aqui a chorar. Eu que queria fazer aqui um poema a responder-te a agradecer fugiu-me a inspiração . Portanto fica esta missiva. Não tens nada a agradecer a sério. Tudo que me dás eu retribuo porque assim deve ser entre amigos, entre pessoas. Devia ser assim entre todos. Obrigada por seres também como és. É muito bom ter-te como amigo. Como parceiro, pessoa. Beijinho e muito, muito obrigada. O poema fica prometido e há-de ficar aqui, já que me dizes que queres que escreva. O blog está aqui para mim também. Como os meus estão para ti. OBRIGADA DE CORAÇÃO POR TUDO és um ser humano à "maneira!" Abraço.

De José da Xã a 26.09.2012 às 14:47

Pronto, então vai ser assim, como tu queres:

não te agradeço por seres minha amiga;
não te agradeço por me ajudares;
não te agradeço por te preocupares comigo;
não te agradeço por escreveres comigo;
não te agradeço por partilhares comigo;
não te agradeço por chorares comigo:
não te agradeço por refilares comigo;
não te agradeço por seres sincera;
não te agradeço por nada...

Pois...e agora?

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