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José da Xã

Escrever mesmo que a mão me doa.



Domingo, 23.09.12

Outono na minha vida

 

(para a Maria de Fátima, com amizade)

 

Sinto o outono da vida nos ossos

Como um cão que ferra o dente.

Sinto o Outono da vida nos dias,

Como o vento que agita a copa.

 

Sinto o Outono da vida nos passos,

Como roda rangendo nos caminhos.

Sinto o outono da vida nas mãos,

Como uma deformada artrose.

 

Sinto o Outono da vida nas noites,

Como mantos negros de tristeza.

Sinto o outono da vida na voz

Como falcão percebendo a presa.

 

Sinto o Outono da vida nos sonhos,

Mas há muito que deixei de sonhar!

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por José da Xã às 22:44


3 comentários

De Fátima Soares a 23.09.2012 às 23:19

Olá José (Luís)! Não esperava isto meu amigo. Deixaste-me assim como sabes que fico com estas coisas. Porque eu gosto tanto de mostrar às pessoas que gosto delas, mas nunca espero muito. Já to disse. E sabes que é verdade, Não tenho tido aqui muito motivo para "alegrias" salvo raras e gratas excepções . Amigo é de coração que te agradeço e terás sempre em mim um ombro amigo, uma pessoa ao dispor para o que necessitares sempre. Estes meses que temos privado têm sido meses bonitos, divertidos, especiais e também pesados, por vezes tristes que vamos aligeirando e dando o melhor de cada um. É isto a verdadeira amizade. Dar, receber, condescender e fazer valer opiniões quando há que as dizer. E já me tens dado tanto. OBRIGADA. Um beijinho para ti, os filhotes e esposa e o melhor do mundo para todos com muito carinho e amizade. Estás no meu coração. Como já autorizaste vou levá-lo. Abraço!!! Valeu pela alegria. Por tudo. Boa semana para ti!!!

De José da Xã a 26.09.2012 às 14:41

Tenho a experiência de que na vida há coisas muuuuuito mais importantes que os bens materiais. Carros, casas, telemóveis ou outras coisas são apenas objectos. Na verdade o que é importante é saber que a nossa passagem pelo Mundo não foi em vão. Que deixámos uma marca, um sinete algures...
Não acredito em coincidências! Algo aconteceu para nos conhecer-mos nem que seja virtualmente. Foi um inicio truculento mas seguro. Sabíamos ao que vínhamos e acabámos por encontrar pontos de ligação. Eu serei sempre irascível, frontal (talves demasiado), mas genuíno. Tem sido um prazer nestes meses falar e conviver contigo. O que escrevei acima apenas teve a intenção singela de agradecer a forma profiisional, competente e amiga como mantiveste a(s) histórias que ambos fomos dedilhando nesta viola de letras que é a escrita.
Obrigado! Do fundo do coração!

De Fátima Soares a 26.09.2012 às 19:19

Também acredito nisso. Algo aconteceu para nos cruzarmos como nos cruzámos já com outros e que ainda permanecem em nós. Fosse para nos destroçarmos porque tinha de ser (o que não entendo a finalidade) fosse para ser apenas um encontro ou assim ficar uma amizade, além deste mundo cada vez mais traiçoeiro. Eu Acredito!!! Que cada um (parece quase a frase célebre) mas que encontramos não é por acaso. Não, não é! Alguns são encontros estabelecidos, feitos por algo exterior a nós e que terão de se dar impreterivelmente. Mesmo que deixem dor. Mas também podem ter dado muita compensação por isso nada é em vão. Quase se formos para a teoria da reencarnação e outras ideologias, serão parentes, amores, pessoas que já privamos antes e está algo por fazer, dizer, passar...Por isso iremos sempre encontrá-los até se pagar e apagar o que tem de ser feito e falta. Contigo penso que devo ter procedido bem... E é bom ver esta nossa "reunião" a dar fruto numa bela e sã amizade. OBRIGADO mais uma vez. Agradeço-te também de coração ou não fossemos dois palermas sentimentais ehehehehehhehe ... Beijoca.

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