Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

José da Xã

Escrever mesmo que a mão me doa.



Sexta-feira, 08.08.14

21 dias na aldeia (12)

XI - Epílogo

O vento sopra ainda, fazendo lá no céu
Bailarem as estrêlas, num bailado infernal.
Gosto da noite assim! E sinto-me outro eu,
Quando sibila o vento numa noite estival

O luar já está livre do grande monte altivo.
Já não está na prisão, já não é um cativo!

O cão já se não ouve. Talvez esteja dormindo.
Já não ladra, não uiva, num latido possante.
Mas eu tenho a certeza, que mesmo assim dormindo,
O cão está em guarda, atento e vigilante!

O vento continua na oliva a perpassar
Fazendo os ramos trémulos, fazendo-os vibrar!

A luz da minha vela, coitada, bruxuleia
É a última luz, ainda acesa na aldeia.

Morfeu vai-me invadindo. Apago a luz da vela.
Lá fora o vento sopra, tornando 'inda mais bela
Esta noite estival! Eu sinto-me ensonado,
Tentando adormecer, volto-me ao outro lado...

Lá fora o vento sopra. A lua está liberta.
E eu sinto adormecer a alma de poeta.

Agradeço-te, noite encantandora!
Adoro-te terra acolhedora!

Eu sou como Junqueiro! Gosto da noite assim!
Luar! Estrêlas! Vento, soprando a entrar em mim!


FIM

Autoria e outros dados (tags, etc)

por José da Xã às 15:40



Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

Pesquisar no Blog  

calendário

Agosto 2014

D S T Q Q S S
12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.




Links

Blogues Importantes