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José da Xã

Escrever mesmo que a mão me doa.



Quinta-feira, 07.08.14

21 dias na aldeia (11)

X - Ceguinha

Era a mais linda de tôda aquela aldeia,
A pequena, a cachopa mais singela.
A mais fresca, a mais simples, a mais bela,
Que se pode pensar em cada ideia.

Seus olhos eram sóis em noite escura,
Estrêlas que brilhavam cintilantes,
Eram lindos, eram dois diamantes
Raros numa bonita face pura.

Quatro anos, não mais, viva, ladina.
Tão esperta e formosa a Heradina...

Uma dia, uma só hora, um só segundo,
Um momento bastou para apagar
Um dos sóis que iluminavam o mundo.
Uma estrêla brilhante a cintilar!

O diamante não é já verdadeiro
E só um sol brilha na noite escura.
Apagou-se um farol, e um só luzeiro
Reluz na face linda, ainda pura!

Eu tenho o seu retrato, antigamente.
O actual, conservo-o eu na mente...

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por José da Xã às 11:33


3 comentários

De melguinha2 a 13.05.2015 às 15:35

Muito lindas estas quadras e este poema,sim,senhora,adorei ler.

De José da Xã a 14.05.2015 às 11:51

Mas isto não é meu!
Foi escrito há mais de sessenta anos por alguém que nunca conheci.

De melguinha2 a 14.05.2015 às 11:59

Não importa quem escreveu,eu gostei na mesma!!

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